Memorizing Abstract Vocabulary for Portuguease Speakers

Esse post tem como objetivo ajudar pessoas, cuja língua materna é a portuguesa, a melhor compreenderem a técnica para memorizar PALAVRAS ABSTRACTAS. Dado o facto de que os posts sobre a técnica aqui no Art of Memory são em ING, a barreira linguística torna confuso o entendimento da técnica (estou aqui para mudar esse cenário, e ajudar os tugas e zucas).

Com essa técnica é possível memorizar:

1- Palavras raras da língua (ou seja, pouco usuais, como “ósculo”, “refutação” e etc.);
2- Palavras estrangeiras;
3- Jargões (termos técnicos de um determinado corpo de conhecimento. Ex.: (em física) “inércia”, “força resultante”… (química) “massa atómica relativa”, “mistura homogénea”… (filosofia) “epicurismo”, “mundo das ideias” (de Platão)…

Passo 1- Leia esta publicação
Como criar imagens mnemônicas
(basta traduzir o site com a opção já disponível em seu dispositivo; no notebook, encontra-se no canto superior direito do ecrã (clique nos tres pontos → traduzir).

Passo 2- Leia esta publicação
Como memorizar palavras do vocabulário rapidamente

Passo 3- Leia essa página explicativa que eu criei, para melhor compreender a aplicação da técnica em portugues. Eu nomeei a técnica como: TÉCNICA PIS (PALAVRA-IMAGEM-SIGNIFICADO)



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Quando eu tiver tempo, postarei mais dois (2) exemplos, um para uma palavra estrangeira, e outro para um jargão.

Em caso de dúvidas, farei o meu melhor em auxiliar.

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Excelente. Estou utilizando e tem ajudado bastante. Obrigado pela publicação.

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Uma coisa que eu estava fazendo quando estava usando a técnica para memorizar umas terminações gramáticas era fazer um dicionário fixo de imagens por sílaba.

Por exemplo: -em = Ennio Morricone, Co = Jennifer Connely, -ti = Timão do Rei Leão, etc.

E o mesmo sendo feito para as letras sozinhas, para no caso de haver uma quantidade de letras ímpares, etc. Essa partição em sílabas para então gerar um significado já é sugerida aqui no post, a única coisa que eu fiz diferentemente foi registrar essas partições para agilizar no processo e não ter que pensar em uma associação nova cada vez que encontrasse uma palavra diferente.

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Excelente! Adoraria um exemplo prático, se possível.

Eu estava usando para decorar as declinações do grego antigo, além das desinências verbais. Por questões de CACD, esse projeto foi postergado. Mas uma imagem que eu lembro usando só esse método (como eu disse, sempre tento tirar algum sentido antes do que quer eu que esteja tentando memorizar e só usar esse método silábico fixo caso eu realmente não consiga) era um poça suja de esgoto, que representava a letra -e- isolada, e um professor de geografia meu, chamado Isaías, que representava -Is-, pulando nessa poça de esgoto. Logo os dois juntos formavam -eis. Salvo engano, é a segunda pessoa do singular de alguma conjugação verbal; acho que dos verbos terminados em omega, não me lembro.

Outro exemplo, que mostra como o método pode talvez ser melhor usado em combinação, foi para decorar a palavra verdade, depois de não consegui fazer uma imagem pra ela simplesmente baseada em uma associação de ideias. Ve- era o Venom do homem-aranha, e -rdade fiz simplesmente o Venom segurar um dardo e atirar em alguém no contexto(fiz a associação na similaridade rdade- com dardo). Eu teria gastado mais loci caso eu fosse uma imagem mnemônica para cada sílaba separadamente. Não fazendo isso, consegui além de saber que o Venom com o dardo era verdade, associar a ideia de verdade com o que quer que fosse que minha anotação essa ligando com ela, tudo no mesmo locus.

Nem usei nada específico para decorar o -r-, pulei-o. Isso é possível quando você já, por assim dizer, estabiliza uma imagem com um significado. Como já estava claro pra mim que Venom segurando um dardo era verdade, não precisava decorar literalmente cada letra.

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Outro detalhe importante sobre esse metódo de associar uma imagem para cada sílaba: para poder colocar mais sílabas em um mesmo locus, e não ter que ficar gastando espaço no palácio mental para decorar uma só palavra em vários loci diferentes, você pode fazer algo parecido com o Person-Action-Object(PAO), só que ao invés isso para decorar números, usar para sílabas de palavras.

Caso não saiba o que é o PAO, se trata de você atribuir para cada número de 1 a 100 (ou mais, à discrição do praticante) uma pessoa fazendo uma ação com um objeto. Assim, por exemplo, caso você queira decorar um número de 6 dígitos, ao invés de usar 3 loci para cada pessoa que você associou ao número (pois quanto mais imagens você coloca em um mesmo locus, menor é a chance de você conseguir lembrar tudo), você usa apenas um loci para decorar os 6 dígitos. Aí você usa a pessoa que representa o primeiro par de números, a ação que a pessoa que representaria o 2° par de números estaria fazendo, e o objeto que a 3ª pessoa que representaria o 3° par de números estaria interagindo com. Como eu nunca cheguei a sentir necessidade de desenvolver um PAO por geralmente precisar decorar só números menores (no máximo 4 dígitos, como anos), não posso te dar um exemplo concreto, mas se você procurar sobre esse sistema, vai achar vários.

O mesmo pode ser feito para sílabas, assim você podendo decorar mais sílabas por locus. Adiciono também o detalhe que você não precisa se ater a usar uma pessoa, um ação e um objeto. Pode usar um animal ao invés de um objeto. Enfim, o céu é o limite em questão de mnemônicas.

A dica mais preciosa que eu posso te dar é: não importa o que você quer memorizar, o princípio sempre vai ser o mesmo: pegue o pedaço de informação, qualquer que seja a natureza dela(palavra completa, conceito, número, etc.) que você quer memorizar e traduza ele para uma imagem. A combinação dos símbolos vira uma combinação desse tipo de informação, e aí a coisa vira literalmente uma escrita, com símbolos representando sons e conceitos. Palácios da memória são isso: anotações escritas na mente, mas com imagens no lugar das letras e das palavras e dos números. Só a natureza específica da tarefa e sua experiência vai determinar qual a melhor maneira de codificar a informação em imagens.

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Vinícius, gostaria de te agradecer pela atenção que você dispensou, especialmente por essa dica final.
Tinha feito uma pergunta longa sobre os motivos que levaram você a deixar de usar o palácio da memória (PM) na preparação do CACD, mas apaguei após verificar que você já respondeu em outra conversa nossa.
Estou iniciando agora nesse universo e tentando construir meu primeiro PM e creio que terei algumas dúvidas, mas já percebi que o campo da memorização é repleto de pessoas solícitas, o que me motiva bastante.
Ob.: Agradeceria caso deixasse seu e-mail para troca de informações sobre memorização e CACD. Caso contrário, continuamos o diálogo por aqui.

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Opa, ajudo com o maior prazer. Vou mandar as informações para contato via mensagem privada.

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Muito bem; o que fizeste foi desenvolver uma ferramenta prática (no caso, uma espécie de compilação de “etiquetas” prontas) de modo a MINIMIZAR A CARGA COGNITIVA* do processo de memorização. Assim, consegues direcionar mais energia para o processo em si sem ter que dividi-la com o pensar criativo.
Isso demonstra uma boa intuição metacognitiva da tua parte, continue assim!

*montante de esforço mental e recursos da memória de trabalho (limitada) utilizados para processar informações e realizar tarefas.

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